Terça, 8 de Junho de 2010
Postado por: Xô Imposto | Categoria -
Empresários de Sinop fazem uma análise sobre os impostos
Expresso MT
No início dessa semana postos de combustíveis de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre reduziram pela metade o valor do preço da gasolina. Mas não se trata de uma promoção e sim de um ato de protesto contra o excesso de tributos que o brasileiro paga.
Nessa manifestação a gasolina que custa (no Rio de Janeiro) R$ 2,54 era vendida por R$1,27, valor que o combustível sairia todos os dias se não houvesse a cobrança de impostos sobre o produto.
No outro lado dessa situação de protesto, na segunda-feira, o Impostômetro, contador que mede a carga tributária do país, atingiu a marca de R$ 400 bilhões pagos ao governo, desde 1º de janeiro. Não é novidade que o Brasil é um dos países com uma das maiores taxas tributárias.
Para o empresário Bertolino Messias Silva, proprietário do Posto Peniel, as dificuldades vão além do imposto. “Além da carga tributária que é uma das maiores do Brasil, a gente sofre para manter o posto em situação regular”, desabafa o empresário. Bertolino conta que para aferir as bombas e receber a certificação do Imeq (Instituto de Meterologia e Qualidade de Mato Grosso), foi gasto R$2,5 mil.
O empresário conta que empresas do ramo de transportes estão buscando soluções para fugir da carga tributária em Mato Grosso. “Transportadoras de São Paulo, Paraná usam um tanque extra, assim não abastecem no estado. O preço lá em bem menor que aqui. Isso é prejuízo”, revelou.
De acordo com Bertolino a grande quantidade de impostos é um dos fatores que tem levado postos de beira de estrada a fechar. “Hoje para um posto de BR se sustentar ele tem que ser próximo da cidade. Diminuiu muito a quantidade de caminhoneiros de outros estados que abastecem aqui”, conta.
Para outro empresário do setor, Diego Granja, proprietário do Posto Itaúbas, a exigência aos postos é muito grande. “São muitas taxas, impostos, abrir um posto não é fácil. É um ramo que trabalhamos com centavos”, conta o empresário. Para ele as manifestações de redução do valor do combustível é válida para estimular a consciência popular sobre a cobrança de impostos.
Sobre a gasolina, incidem hoje as cobranças da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), do Programa de Integração Social (PIS) e do Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributos federais que correspondem a 13% do valor final do produto. O consumidor paga ainda ao governo estadual o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), igual a 32% do preço.
Os impostos correspondem a 83% do preço da cachaça, 56% da cerveja, 52% do xampu, 47% do refrigerante, 41% do brinquedo, 36% do cafezinho, 33,63% do leite e 18% da carne.
Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro trabalhará 147 dias para dar conta do montante, que corresponde a 40,15% de seu rendimento . Também precisamos cobrar explicações sobre a aplicação dos impostos.
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Terça, 8 de Junho de 2010
Postado por: Xô Imposto | Categoria -
Impostos para a indústria chegam a 59,8% do PIB
ZH Dinheiro / Agência Estado
Nos últimos cinco anos, a carga tributária média na indústria brasileira de transformação bateu em 59,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor. É mais que o dobro da média entre todos os setores de atividade econômica do país no período, que foi de 26,7%. Os dados são de estudo do diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho.
– A carga tributária é alta para todos os setores, porém, na indústria é mais elevada, o que afeta as empresas tanto do ponto de vista do capital de giro como na exportação – afirma.
Apesar de crescente nos últimos anos, a carga tributária recuou para 57,3% do PIB industrial em 2009, depois de ter atingido 65,5% no ano anterior.
– É um comportamento passageiro, já que resultou tanto de reduções fiscais pontuais e provisórias, como da retração das vendas e dos lucros das empresas, provocadas pela crise financeira mundial – diz o diretor da Fiesp.
Com a retomada do crescimento econômico, a carga tributária deverá voltar a crescer em 2010.
A alta incidência de impostos afeta a decisão de investimento, mostra pesquisa da Fiesp. Em 2009, 64% dos empresários disseram que a carga tributária era a principal limitadora do investimento. Este ano, o índice subiu para 67%.
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Terça, 8 de Junho de 2010
Postado por: Xô Imposto | Categoria - carga, energia, imposto, luz, tributos
Imposto na conta de luz passa de 45%
Diário Catarinense
O imposto repassado ao consumidor na conta de luz alcançou 45,08% em 2008, aponta estudo do Instituto Acende Brasil com a PricewaterhouseCoopers. Com exceção de 2002, desde 1999 a carga de tributos e encargos da energia elétrica se mantém acima dos 40% no Brasil. Países como Portugal e Grã-Bretanha têm carga tributária de 5% na conta de luz.
Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, trata-se de um dado negativo porque coloca o país entre os que mais cobram tributos e encargos.
– Em poucos lugares do mundo a conta de luz carrega tamanho peso morto de impostos. É grave porque se propaga ao longo de toda a cadeia.
Na comparação com outros países, o Brasil aparece na 14ª posição em carga tributária de energia para consumidores industriais, de acordo com dados de 2004 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A estatística não leva em consideração os encargos repassados ao consumidor, como despesas trabalhistas das empresas. Entre os consumidores residenciais, o Brasil detém a 23ª colocação.
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi identificado como o grande vilão. Na média, o tributo – que varia de acordo com o Estado – representa 20% da conta. O Acende Brasil defende redução da alíquota do ICMS, em 1% ao ano, para diminuir o peso até 12% em 2020.
Com base nas guias de recolhimento de impostos apresentadas nos balanços das empresas, o estudo verificou também que o setor elétrico recolheu R$ 46,2 bilhões de tributos e encargos em 2008. O valor daria para construir duas usinas hidrelétricas do tamanho de Belo Monte.
Sales diz que a alta autorizada pelo governo na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) elevará o peso do imposto sobre a conta de luz em 2% no acumulado de 2009. A CCC é um subsídio para aquisição de combustível das termelétricas do Norte do país.

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Sexta, 4 de Junho de 2010
Postado por: Xô Imposto | Categoria -
Os brasileiros já pagaram R$ 500 bilhões em impostos este ano
O valor de impostos pagos pelos contribuintes atingiu nesta quarta uma cifra impressionante. E uma pesquisa concluiu que os brasileiros querem redução na carga tributária e melhor uso do dinheiro arrecadado.
Nós, brasileiros, já pagamos mais de R$ 500 bilhões em tributos este ano. O número foi registrado pelo impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, na manhã desta quarta.
Na terça, em Brasília, o presidente Lula defendeu a cobrança de impostos altos para financiar o Estado.
“Tem muita gente que se orgulha de dizer: no meu país, a carga tributária é apenas 9%. No meu país, a carga tributária é apenas 10%. Quem tem carga tributária de 10% não tem Estado. O Estado não pode fazer absolutamente nada”.
Uma pesquisa feita em todo o país e com todas as classes sociais mostrou que o brasileiro sabe que paga muito imposto, gostaria de pagar menos e acha que é possível diminuir a cobrança sem prejudicar os serviços públicos.
Mil pessoas foram entrevistadas durante o ano passado: 68% acham que menos impostos geram mais empregos, para 80%, não adianta cobrar mais impostos melhorar a saúde, e, sim, usar o melhor o dinheiro público.
A opinião da população brasileira, revelada pela pesquisa, foi transformada em livro. “Ela diz o seguinte: sobra dinheiro e ele é mal usado, se ele for bem usado dá pra reduzir imposto. Então as coisas têm que vir combinadas, redução de imposto com melhor uso do dinheiro público. Ou seja, combate à corrupção e combate ao desperdício”, declarou o sociólogo Alberto Carlos de Oliveira, autor do livro.
A Constituição de 88 determina transparência na cobrança de impostos. Mas, na prática, ela não existe porque faltam regras.
Um projeto de regulamentação já passou pelo Senado e está pronto pra ser votado na Câmara dos Deputados em regime de urgência. Mas ainda não foi a plenário porque não houve acordo entre os líderes dos partidos.
Se virar lei, toda nota fiscal deverá mostrar o valor dos tributos federais, estaduais e municipais embutidos no preço final do produto.
Todo mundo vai saber, por exemplo, que na compra de um remédio, um terço do valor vai para o governo: 33% do preço são impostos.
“A carga tributária pressupõe uma reciprocidade do serviço público. Agora pergunta pro cidadão se ele está satisfeito com esses serviços. Então ele tem o direito de exigir. Ele precisa saber”, afirmou Guilherme Afif Domingos, presidente da Associação Comercial (SP).
“Eu levo novamente aos líderes. Se os líderes aceitarem, eu levo para o plenário. Eu acho que tem a sua significação, não tenho dúvida, afinal é um meio de transparência”, declarou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB).
Em nota, a Federação do Comércio de São Paulo afirmou que a manifestação do presidente Lula foi equivocada e descabida. Para a Fecomercio, o estado arrecadador não é sinal de fortalecimento.
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Quinta, 20 de Maio de 2010
Postado por: Xô Imposto | Categoria - Arrecadação
Arrecadação federal chega a R$ 70,9 bi e bate recorde em abril
Do portal Veja.com
18 de maio de 2010
A arrecadação do governo federal com impostos cresceu 16,75% em abril, totalizando 70,906 bilhões de reais - o melhor resultado da história para o período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal. Em relação a março deste ano, a alta na arrecadação chegou a 18,66%.
No acumulado de janeiro a abril, as receitas federais somaram 259,187 bilhões de reais, o que significa uma alta real de 12,52% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Os dados são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo a série histórica da Receita, a arrecadação de abril é recorde para o mês. O crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior também é o maior dos últimos meses. Em janeiro, a alta foi de 13,64%, em fevereiro, de 13,23% e em março, de 6,08% Em abril do ano passado, a arrecadação havia somado 60,733 bilhões de reais em dados corrigidos pela inflação.
A Receita Federal atribuiu o bom desempenho da arrecadação, em abril, à recuperação dos principais indicadores macroeconômicos. Entre eles, a Receita citou a produção industrial, a venda de bens e a massa salarial, que impactaram positivamente a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição previdenciária, tributos considerados “termômetros” do ritmo da atividade econômica.
“Esse resultado decorreu, fundamentalmente, da recuperação dos principais indicadores macroeconômicos que influenciam a arrecadação de tributos”, afirmou a Receita em nota.
A arrecadação da Cofins apresentou um crescimento real de 15,35% em relação a abril do ano passado. O PIS cresceu 13,04%. O IPI automóveis registrou crescimento de 93,23%; o de bebidas, 22,19% e o dos demais produtos teve uma expansão de 17,51%.
A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica teve uma expansão no período de 13,97% e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 9,88%. De acordo com dados da receita, do total de 28,848 bilhões de reais de aumento da arrecadação no ano, 8,985 bilhões de reais se devem a Cofins e ao PIS. A receita previdenciária vem em segundo lugar, com um crescimento de 5,932 bilhões de reais em relação ao mesmo período do ano passado.
(Com agências Reutes e Estado)
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